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ÚLCERA DIABÉTICA INFECTADA:O TRATAMENTO É CIRÚRGICO.
Prof. Dr. Fábio Batista.
Médico Cirurgião Ortopedista. Diretor/Presidente do TOPS – Centro médico de tratamento do pé diabético e Salvamento de membros em feridas complexas/ Medicina Ortopédica especializada.
Entre as feridas de difícil cicatrização, merecem destaque as úlceras diabéticas, as lesões por pressão do membro inferior e as deiscências cirúrgicas. O manejo deve ser individualizado e conduzido, preferencialmente, por Médicos capacitados para tal cenário. Diferentes e inovadoras propostas de apoio à cicatrização têm sido reportadas, porém, deve-se estar atento à real relevância clínica e evidência científica de cada método, evitando tratamentos motivados por conflitos de interesses político e econômicos.
Sinais como pus, odor desagradável, trajetos fistulosos, vermelhidão, calor, edema e dor podem ser indicativos de infeção. Considerar também como possiblidade de infecção, grande instabilidade no
controle glicêmico, mesmo na ausência de sinais flogísticos locais. É crucial procurar ajuda médica para o diagnóstico correto e tratamento adequado, que deve incluir tratamento cirúrgico (principal estratégia), antibioticoterapia, controle clínico rigoroso das glicemias e cuidados locais apropriados, evitando a progressão do quadro infeccioso, o qual poderia levar à amputação do membro, sepse e óbito.
Uma ferida é considerada crônica quando não consegue seguir um processo de cicatrização normal em até 06 semanas.
O que causa a infeção numa ferida crónica?
Presença de microrganismos:
Bactérias, fungos ou outros microrganismos que danificam o tecido e atrasam a cicatrização.
Defesas do corpo:
Uma infeção pode surgir quando a presença de microrganismos é grande ou quando os microrganismos são muito virulentos, sobrecarregando o sistema imunitário.
Fatores de risco:
Doenças como diabetes e insuficiência venosa, má nutrição, obesidade e um sistema imunitário enfraquecido aumentam o risco de desenvolver feridas crónicas.
Biofilme:
Comunidades de microrganismos que se fixam e aderem firmemente ao leito da ferida, dificultando a sua remoção e tratamento.
As úlceras nos pés e as amputações dos membros inferiores são complicações muito graves e de alto custo para o paciente e para a sociedade, estando associadas freqüentemente à alta morbimortalidade e elevadas taxas de recorrência.
O Pé Diabético, principal causa de amputação do membro inferior (risco de 15 a 40 vezes maior), mais do que uma complicação do Diabetes, deve ser considerado como uma situação clínica bastante complexa, que pode acometer os pés e tornozelos de indivíduos portadores de Diabetes Mellitus; tem como principais fatores de risco, a neuropatia periférica, as deformidades e a limitação da mobilidade articular; assim, pode reunir características clínicas variadas, tais como alterações da sensibilidade dos pés, presença de feridas complexas, deformidades, alterações da marcha, infecções e amputações, entre
outras.
A abordagem deve ser especializada e deve contemplar um modelo de atenção integral (educação, qualificação do risco, investigação adequada, tratamento apropriado das feridas, cirurgia especializada,
aparelhamento correto e reabilitação global), objetivando a prevenção e a restauração funcional da extremidade. Ainda que ações multiprofissionais sejam bem-vindas, a condução do manejo deve,
SEMPRE que possível, estar aos cuidados do Médico Ortopedista e Cirurgião do Pé, especializado na Prevenção e Tratamento do Pé Diabético e Feridas Complexas.
Não espere dar errado!! Busque SEMPRE por orientações e cuidados de seu Médico Especialista.
Acompanhe o trabalho do Doutor Fábio Batista no TOPS, Centro Médico de Tratamento do Pé Diabético e Salvamento de Membros em Feridas Complexas ∕ Medicina Ortopédica Especializada, e para mais informações, siga as redes sociais ou envie um email para o Drº Fábio Batista.
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