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ROQUE CORTES PEREIRA LEVA “MINDFULNESS” E “CAMINHO DAS MÃOS VAZIAS” À 28ª BIENAL INTERNACIONAL DO LIVRO DE SÃO PAULO

Professor, jornalista, escritor e mestre das artes marciais participa de lançamento e sessão de autógrafos no dia 13 de setembro, reunindo em suas obras duas dimensões de uma mesma trajetória: o desenvolvimento da mente e a disciplina do caminho
Por RCP News | Cultura, Literatura, Educação e Comportamento
Quando o livro deixa de ser apenas leitura e se transforma em caminho
Há livros que informam. Há livros que provocam. E existem aqueles que nascem de uma trajetória de vida e procuram estabelecer uma ponte entre conhecimento, experiência, disciplina e transformação humana.
É com essa proposta que o professor, jornalista e escritor Roque Cortes Pereira participará da 28ª Bienal Internacional do Livro de São Paulo, apresentando ao público duas obras que dialogam diretamente com diferentes dimensões de sua trajetória: “Mindfulness — Vivendo sem Limitações” e “Caminho das Mãos Vazias”.
O encontro com os leitores está programado para 13 de setembro de 2026, domingo, das 10h às 12h, na Travessa Literária — Rua H nº 48, no Distrito Anhembi, em São Paulo, com lançamento e sessão de autógrafos, em participação vinculada à Editora Novo Milênio.
A presença ocorre justamente no último dia da 28ª Bienal, que será realizada entre 4 e 13 de setembro de 2026, no Distrito Anhembi. A organização anunciou para esta edição 269 expositores, 11 espaços culturais e expectativa superior a 700 mil visitantes, além da Espanha como País Convidado de Honra. (CBL Test LNX)
Mais do que uma participação no calendário editorial, o encontro representa a convergência de décadas dedicadas ao ensino, às artes marciais, à comunicação, à literatura e ao desenvolvimento humano.
Duas obras, uma mesma pergunta: como viver melhor?
À primeira vista, mindfulness e artes marciais poderiam parecer universos distintos.
Um fala sobre atenção, consciência, presença e equilíbrio.
O outro remete à disciplina, treinamento, técnica, tradição e superação.
Entretanto, quando observados em profundidade, os dois caminhos encontram um território comum: o domínio de si mesmo.
Essa é uma das chaves para compreender a presença simultânea de “Mindfulness — Vivendo sem Limitações” e “Caminho das Mãos Vazias” na Bienal.
Em ambas as obras existe uma reflexão que ultrapassa a simples aquisição de conhecimentos. O que está em discussão é a capacidade humana de transformar conhecimento em comportamento, comportamento em disciplina e disciplina em legado.
No mundo contemporâneo, marcado pela velocidade das informações, pela hiperconectividade e pela disputa permanente pela atenção, esse debate ganha relevância especial.
Talvez nunca tenhamos recebido tantas informações em tão pouco tempo.
Mas receber informação não significa necessariamente adquirir conhecimento.
Da mesma maneira, conhecer técnicas de concentração não significa estar presente; estudar filosofia marcial não significa compreender disciplina; possuir informação não significa possuir sabedoria.
É justamente nesse espaço entre saber e viver aquilo que se sabe que as duas obras se encontram.
MINDFULNESS — VIVENDO SEM LIMITAÇÕESA atenção como patrimônio humano
“Mindfulness — Vivendo sem Limitações” apresenta uma reflexão sobre atenção plena, equilíbrio e desenvolvimento pessoal, trazendo para o cotidiano uma discussão que se tornou particularmente importante na sociedade contemporânea.
Vivemos cercados por estímulos.
Mensagens chegam permanentemente. Redes sociais disputam segundos de nossa atenção. O trabalho invade espaços antes destinados ao descanso. A tecnologia aproxima pessoas geograficamente distantes, mas nem sempre consegue impedir que indivíduos sentados à mesma mesa permaneçam emocionalmente afastados.
Nesse cenário, prestar atenção tornou-se quase um ato de resistência.
A obra convida o leitor a recuperar algo essencial: a capacidade de estar verdadeiramente presente na própria vida.
Não se trata de abandonar responsabilidades ou buscar uma existência desconectada da realidade. Pelo contrário.
A proposta é desenvolver recursos interiores para enfrentar a própria realidade com maior consciência.
A atenção plena pode ser compreendida, nesse contexto, como instrumento de percepção: perceber pensamentos, emoções, decisões, prioridades e comportamentos antes que a velocidade cotidiana transforme a existência em uma sucessão automática de acontecimentos.
A grande provocação é simples, mas profunda:
quanto da nossa vida estamos realmente vivendo e quanto apenas atravessamos distraidamente?
Viver sem limitações não significa viver sem obstáculos
O próprio subtítulo da obra merece reflexão.
“Viver sem limitações” não deve ser interpretado como promessa de uma existência sem dificuldades.
Toda trajetória humana possui limites, perdas, obstáculos, frustrações e períodos de incerteza.
A questão fundamental é outra: até que ponto nossas maiores limitações são externas e até que ponto são construídas pela maneira como interpretamos nossas experiências?
Superar limites não significa negar a realidade.
Significa ampliar consciência, desenvolver recursos internos e reconhecer que, mesmo diante de circunstâncias que não podemos controlar, ainda podemos trabalhar a maneira como reagimos a elas.
É nesse ponto que mindfulness deixa de ser apenas conceito e passa a ser prática de vida.
CAMINHO DAS MÃOS VAZIASQuando o Karatê ultrapassa o combate
A segunda obra apresentada por Roque Cortes Pereira parte de outro território de sua experiência: as artes marciais.
O próprio significado associado ao Karatê — “caminho das mãos vazias” — já contém uma filosofia.
A mão vazia não representa ausência.
Representa preparação.
Representa a compreensão de que o verdadeiro praticante não carrega apenas técnicas; carrega valores construídos durante anos de treinamento.
Para quem observa as artes marciais somente pela perspectiva esportiva, o Karatê pode parecer uma sucessão de golpes, defesas, movimentos, competições, graduações e conquistas.
Mas essa leitura é insuficiente.
O dojô também pode ser uma escola de comportamento.
Nele se aprende a cair e levantar.
Aprende-se a repetir.
Aprende-se que aquilo que parece simples pode exigir milhares de execuções.
Aprende-se que graduação não elimina a necessidade de continuar aprendendo.
E talvez uma das maiores lições seja compreender que vencer outra pessoa pode ser circunstancial; vencer as próprias limitações é uma tarefa para toda a vida.
Décadas de experiência transformadas em memória e legado
“Caminho das Mãos Vazias” ganha significado especial por nascer de uma relação construída ao longo de décadas com as artes marciais.
Quando um praticante permanece durante muitos anos em um caminho, sua compreensão inevitavelmente se modifica.
No início, busca aprender.
Depois, busca aperfeiçoar.
Em determinado momento, começa a ensinar.
Mais tarde percebe que ensinar não é apenas demonstrar uma técnica corretamente. É transmitir princípios capazes de sobreviver ao próprio professor.
É quando surge o legado.
O verdadeiro mestre não é medido exclusivamente pela quantidade de medalhas que conquistou, pelas graduações que acumulou ou pelas competições das quais participou.
Também é medido pelas pessoas que ajudou a formar.
Pelos alunos que se tornaram professores.
Pelos valores que permaneceram quando o treinamento terminou.
Pelas histórias preservadas.
E pela capacidade de fazer com que uma tradição continue viva nas gerações seguintes.
Nesse sentido, escrever sobre o Karatê é também preservar memória.
O PONTO DE ENCONTRO ENTRE AS DUAS OBRASExiste uma palavra silenciosamente presente nos dois livros:
disciplina.
Mindfulness exige disciplina para observar.
Karatê exige disciplina para repetir.
Mindfulness ensina presença.
Karatê exige presença.
Mindfulness convida ao conhecimento interior.
A arte marcial demonstra que o adversário mais persistente frequentemente está dentro de nós mesmos.
Um trabalha a mente consciente.
O outro utiliza o corpo como instrumento para educar mente, comportamento e espírito.
São linguagens diferentes para uma questão semelhante:
como podemos nos tornar seres humanos mais conscientes daquilo que fazemos, pensamos e deixamos como contribuição?
Por isso, a participação na Bienal ultrapassa o lançamento de dois títulos.
Ela apresenta duas partes de uma mesma construção intelectual e humana.
A BIENAL COMO GRANDE ENCONTRO DA CULTURAA dimensão dessa participação também deve ser compreendida a partir da importância da própria Bienal Internacional do Livro de São Paulo.
A edição de 2026 foi concebida como um grande festival de cultura, experiências e conexões, aproximando literatura, educação, comportamento, entretenimento e economia criativa. A programação oficial contempla espaços dedicados a autores e personalidades, educação, mercado editorial, cordel e repente, artistas, podcasts e influenciadores digitais. (Bienal do Livro SP)
O evento acontece no Distrito Anhembi, Avenida Olavo Fontoura, 1209, Santana, São Paulo, e sua estrutura receberá o público durante dez dias de programação. (Bienal do Livro SP)
É significativo que, justamente em um momento de transformação tecnológica acelerada, milhares de pessoas ainda se reúnam presencialmente em torno de livros.
Isso demonstra algo importante.
A tecnologia mudou os suportes.
Mudou a distribuição.
Mudou a comunicação.
Mudou a maneira de produzir e consumir conteúdo.
Mas não eliminou a necessidade humana de contar histórias, compartilhar conhecimento e procurar significado.
O livro continua sendo uma das grandes tecnologias de transmissão de memória da humanidade.
LITERATURA EM TEMPOS DE INTELIGÊNCIA ARTIFICIALA Bienal de 2026 acontece também em um momento histórico particular.
A inteligência artificial modifica processos de produção intelectual, comunicação, educação e trabalho. O próprio mercado editorial passa a discutir inovação, tecnologia, IA, marketing, distribuição e novos modelos de negócio — temas previstos na programação do Papo de Mercado da Bienal. (Bienal do Livro SP)
Quanto mais poderosas se tornam as ferramentas tecnológicas, mais necessária se torna a capacidade humana de discernimento.
A pergunta do futuro talvez não seja simplesmente quem terá acesso à informação.
A informação estará em toda parte.
O diferencial será saber selecionar, interpretar, contextualizar, questionar e transformar informação em conhecimento.
E depois transformar conhecimento em decisão.
Nesse sentido, leitura, educação e pensamento crítico não perdem importância diante da inteligência artificial.
Ganham ainda mais.
LER É ABRIR CAMINHOSO lema apresentado na divulgação da participação — “Ler é abrir caminhos” — sintetiza de maneira precisa essa perspectiva.
Um livro não entrega necessariamente respostas definitivas.
Muitas vezes, sua maior contribuição está nas perguntas que deixa.
Um livro pode mudar uma decisão.
Uma decisão pode mudar uma trajetória.
Uma trajetória pode transformar uma família.
Uma ideia pode atravessar gerações.
É por isso que sociedades que valorizam livros não estão simplesmente incentivando um hábito cultural.
Estão investindo na capacidade de suas futuras gerações de compreender o mundo.
DO DOJÔ À SALA DE AULA, DA SALA DE AULA AO LIVROA trajetória que chega à Bienal possui ainda um simbolismo particular.
O professor ensina.
O jornalista registra.
O escritor preserva.
O praticante de artes marciais experimenta.
O mestre transmite.
Quando essas dimensões se encontram, o livro deixa de ser somente produto editorial e passa a funcionar como registro de uma caminhada.
Nesse sentido, “Mindfulness — Vivendo sem Limitações” e “Caminho das Mãos Vazias” representam experiências diferentes, mas complementares.
Uma olha para dentro.
A outra percorre um caminho.
E talvez todo verdadeiro caminho de desenvolvimento humano dependa justamente dessa combinação:
consciência para saber onde estamos, disciplina para continuar e propósito para compreender por que seguimos.
UM ENCONTRO COM OS LEITORESNo dia 13 de setembro, das 10h às 12h, o encontro na Bienal será também uma oportunidade de aproximação entre autor e público.
Sessões de autógrafos possuem uma característica que nenhuma plataforma digital conseguiu substituir completamente: o encontro humano.
O leitor deixa de conhecer somente a obra e encontra quem esteve por trás das palavras.
O escritor, por sua vez, deixa de imaginar seus leitores e passa a conhecer alguns de seus rostos, histórias e motivações.
É quando o livro completa um ciclo.
Porque escrever é um ato individual.
Mas a literatura somente alcança sua plenitude quando encontra alguém disposto a ler.
SERVIÇO
28ª Bienal Internacional do Livro de São Paulo
Participação: Prof. Roque Cortes Pereira
Data: 13 de setembro de 2026 — domingo
Horário: 10h às 12h
Atividade: lançamento e sessão de autógrafos
Livros: Caminho das Mãos Vazias e Mindfulness — Vivendo sem Limitações
Local da participação: Travessa Literária — Rua H nº 48
Distrito Anhembi: Av. Olavo Fontoura, 1209 — Santana — São Paulo/SP
Editora: Novo Milênio
A 28ª Bienal acontece de 4 a 13 de setembro de 2026. No último domingo, dia da participação do autor, o funcionamento geral anunciado pela organização é das 10h às 21h, com acesso permitido até uma hora antes do encerramento. (Bienal do Livro SP)
O LEGADO COMEÇA QUANDO O CONHECIMENTO É COMPARTILHADOParticipar de uma Bienal do Livro significa colocar ideias em circulação.
Significa aceitar que aquilo que foi aprendido durante uma vida pode alcançar alguém que talvez nunca tenha entrado em uma sala de aula conosco, treinado no mesmo dojô ou compartilhado nossas experiências.
É uma das forças extraordinárias do livro.
Ele atravessa distâncias.
Atravessa gerações.
Sobrevive ao momento em que foi escrito.
E permite que conhecimento individual se transforme em patrimônio coletivo.
No encontro entre mindfulness e Karatê, entre mente e disciplina, entre professor e escritor, emerge uma mensagem especialmente pertinente ao nosso tempo:
não basta acumular conhecimento. É necessário transformá-lo em consciência, atitude e legado.
No dia 13 de setembro, duas obras estarão sobre a mesa.
Mas, simbolicamente, estará ali algo muito maior: uma trajetória transformada em páginas e oferecida aos leitores como convite para que cada um construa o seu próprio caminho.
Porque ler é abrir caminhos.
E quando conhecimento, disciplina e propósito caminham juntos, o livro deixa de ocupar apenas uma estante.
Ele passa a ocupar um lugar na vida.
RCP NEWS — Informação, conhecimento e legado.
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