RCP News · Acervo
QUANDO A CIDADE TRAVA, O PREÇO RESPONDE — E O CÉU TAMBÉM
O mercado imobiliário de São Paulo está diante de um ponto de atenção sério:
as travas urbanísticas somadas às restrições aéreas da COMAER.
Pode parecer técnico.
Mas o impacto é direto no bolso de quem compra, investe ou vive na cidade.
O DUPLO BLOQUEIO QUE O MERCADO COMEÇA A SENTIR
De um lado, temos:
dificuldade e lentidão na aprovação de alvarás
insegurança regulatória
revisões e entraves urbanísticos
Do outro:
restrições de altura e ocupação impostas pela COMAER, especialmente em áreas próximas a rotas aéreas e aeroportos como o Campo de Marte
Resultado?
Menos projetos viáveis.
Menos empreendimentos aprovados.
Menos produto entrando no mercado.
O QUE ISSO SIGNIFICA NA PRÁTICA
Quando o incorporador encontra barreiras no solo… e no céu…
o projeto deixa de acontecer.
E quando o projeto não acontece hoje, o impacto vem depois:
redução do pipeline de lançamentos
escassez de determinados perfis de produto
concentração de oferta em poucas regiões
aumento da disputa pelos imóveis disponíveis
E A CONTA CHEGA — SEMPRE CHEGA
O mercado imobiliário funciona com uma lógica simples:
👉 menos oferta
👉 mesma ou maior demanda
👉 pressão de preço
Não é opinião.
É fundamento.
E São Paulo já começa a caminhar nessa direção.
ZONA NORTE NO RADAR
Regiões como a Zona Norte sentem isso de forma ainda mais direta.
A proximidade com áreas de influência do Campo de Marte traz limitações adicionais de gabarito, o que impacta:
o tipo de produto que pode ser desenvolvido
a viabilidade econômica de novos projetos
o potencial construtivo de terrenos
Ou seja: não é só construir menos — é também limitar como se constrói.
IMPACTO ALÉM DO PREÇO
Não estamos falando apenas de valorização.
Estamos falando de:
menor acesso à moradia
menor diversidade de produtos
menos desenvolvimento urbano
perda de dinamismo econômico
Quando a cidade trava, ela não para só de crescer.
Ela começa a restringir oportunidades.
QUEM ENTENDE O CICLO, SE ANTECIPA
Enquanto parte do mercado ainda debate o problema, outra parte já se movimenta:
adquirindo ativos antes da pressão de preço
buscando regiões com menor restrição
aproveitando o estoque existente
Porque sabe que esse tipo de movimento não é imediato…
mas quando aparece, é forte.
NO FINAL, É SIMPLES
Se você limita o que pode ser construído…
e dificulta o que pode ser aprovado…
você cria escassez.
E escassez, no mercado imobiliário, tem nome:
valorização.
A questão não é se isso vai acontecer.
É quando.
E quem entender antes…
se posiciona melhor.
#boravencer 🚀
LUIZ CARLOS KECHICHIAN
CEO MIRANTTE SOLUÇÕES IMOBILIÁRIAS
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