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Almoço da APJ Reúne Jornalistas e Celebra o Dia da Justiça com Reflexões Sobre o Futuro do País
Almoço da APJ Reúne Jornalistas e Celebra o Dia da Justiça com Reflexões Sobre o Futuro do País
Por Prof. Roque Cortes Pereira – Jornalista
São Paulo, 08 de dezembro de 2025 – Em uma tarde marcada por diálogos qualificados, análises profundas e espírito de confraternização, a Academia Paulista de Jornalismo (APJ) realizou seu tradicional almoço mensal no Restaurante Pateo da Luz, no Shopping Frei Caneca. O encontro, já consolidado na agenda cultural e profissional da imprensa paulista, ganhou destaque especial por coincidir com o Dia da Justiça, data que celebra o compromisso institucional e social com a preservação dos direitos, das garantias e da cidadania no Brasil.
Um Encontro de Alta Relevância para o Jornalismo
O almoço — que aconteceu das 12h às 14h, em clima de acolhimento e diálogo — reuniu um expressivo número de jornalistas, escritores, docentes e profissionais da comunicação. A presença marcante de tantos profissionais reforçou a essência da APJ como um espaço ativo de discussão, troca de experiências e valorização da classe jornalística.
O buffet completo e cuidadosamente preparado do Pateo da Luz proporcionou aos convidados uma experiência gastronômica à altura da ocasião, com ampla variedade de pratos, sobremesas e bebidas não alcoólicas, em um ambiente descontraído e refinado.
Liderança, Reflexão e o Significado do Dia da Justiça
A condução do evento ficou a cargo do Presidente da APJ, jornalista e professor Luiz Fernando Magliocca, figura icônica na formação de gerações de comunicadores e um dos mais respeitados líderes do setor.
O ponto alto do encontro ocorreu quando o Professor J. B. Oliveira, membro titular da Cadeira 16 da Academia, tomou a palavra para homenagear o Dia da Justiça. Em uma reflexão profunda, destacou a importância do Poder Judiciário em tempos de desafios democráticos, ressaltando a necessidade de rever, proteger e fortalecer a Lei Magna, as instituições e os valores republicanos.
Além de seu notável currículo — Presidente da Sociedade Amigos da Cidade e Grão-Mestre da Ordem do Mérito Cruz do Anhembi — o Prof. J. B. Oliveira também é amplamente reconhecido pelos seus vínculos com a Ordem Maçônica, trazendo ao debate um olhar histórico, filosófico e cívico sobre a Justiça brasileira.
Suas palavras ressoaram entre os presentes como um chamado à responsabilidade pública e ao exercício ético da profissão.
Pronunciando-se sobre a data, disse o jornalista, professor e advogado J. B. Oliveira: “graduei-me em Direito em 1970. Naquela época e por muito tempo depois, nós comemorávamos efusivamente o Dia da Justiça, instituído pelo decreto-lei 8292, de 1945.
Hoje, não temos por que comemorar essa data! A Justiça é algo etéreo, diáfano, intangível, que tem por suporte a ciência do Direito, que, por sua vez, se sustem e se materializa através da Lei.
E a lei maior, a Carta Magna, é a Constituição, que se sobrepõe sobre todas as leis e pessoas.
Seus princípios fundamentais são a tripartição dos poderes da República em Executivo, Legislativo e Judiciário, “independentes e harmônicos”! Cada um cuidando de sua respectiva área!
Naquela época, nos municípios, o Juiz era figura respeitável, acima das do Prefeito e do Presidente da Câmara Municipal! O vulto do Desembargador – juiz dos juízes – estava posicionado em um patamar elevado de cidadão acima de qualquer suspeita. Por sua vez o Ministro – juiz das cortes superiores STJ e STM – eram quase semideuses: homens probos, serenos, de “notório saber e conduta ilibada”!
E hoje?
A Lei Maior, a Constituição foi rasgada, vilipendiada, ultrajada, anulada! Exatamente por quem seria seu guardião e defensor. Ocorreu o fenômeno de hipertrofia do poder judiciário em detrimento do Executivo e do Legislativo!
Ora, ocorre que em seu cerne, no artigo 1º, diz a Constituição: ”Todo o poder emana do povo…”! Poder esse que se manifesta no voto! Entretanto, só o Executivo e o Legislativo são votados! O judiciário é indicado, nomeado!” Logo, a rigor – seguindo a letra da Lei – o judiciário *não é poder, eis que não se originou da legítima manifestação do povo!
O mais grave é que aquele que originária e legitimamente não era poder, fez-se super-poder e tem invadido frequentemente a esfera de competência dos outros, sem que haja reação à altura!
Ah! Quem bom seria se as palavras do Salmo 85, versículo 10, se aplicassem ao Brasil: “A misericórdia e a verdade se encontraram; a justiça e a paz se beijaram”!
A Imprensa Como Guardiã da Democracia
O grande número de jornalistas presentes reforçou o papel essencial da imprensa na vida nacional: informar, interpretar e defender a verdade. Em tempos de rápidas transformações, o almoço da APJ reafirmou que o jornalismo continua sendo um dos pilares mais importantes da democracia — capaz de questionar, fiscalizar e fomentar o diálogo sobre temas fundamentais, como o Estado de Direito e a Justiça.
Mais do que um encontro social, foi uma celebração do compromisso com a ética, a responsabilidade e o dever público.
O almoço da APJ no Dia da Justiça não apenas reuniu profissionais da comunicação, mas também inspirou reflexões profundas sobre o papel de cada um na construção de um país mais justo, esclarecido e democrático.
Direto da Redação – RCP NEWS
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